Love is all we need
Duas meninas que eu amo se casaram recentemente, a Katita e a Cris. Kátia Resende com Bruno Martinho. E Cris Guerra com Edmundo Bravo <3 (não uma com a outra ;)
De modos diferentes, eu acompanhei o amor dos dois casais -- a Katita e o Bruno, de perto, e a Cris e o Ed, mais de longe. Porém, do mesmo jeito, eu me emocionei com a troca de alianças, com a presença dos familiares nas cerimônias, com as juras de que o amor vai ser para sempre. Amém. Amém, mesmo, do fundo do meu coração.
Fiquei inspirada com os dois casamentos e pensei: vou fazer um book do dia com o livro "Comprometida", da Elizabeth Gilbert, que é sobre a história do casamento no mundo e também sobre a história do casamento da autora. Mas nem curto tanto esse título quanto o primeiro best-seller absoluto dela, "Comer, Rezar e Amar". Então, vou aproveitar para escrever sobre os dois.
No alto: Katita e Bruno, que se casaram numa manhã de sábado,
Depois: Cris e Ed, que optaram pela tardinha de um feriado
Primeiro, o primeiro: "Comer, Rezar e Amar" é o tipo de livro que JAMAIS (em caixa alta, mesmo) leria, por puro preconceito. Mas a indicação foi feita por uma jornalista das antigas, a alemã Anne Ponger, que cobriu Oriente Médio por anos (taí experiência profissional que respeito) e disse que "se eu queria escrever um livro de viagens, não poderia fazer isso sem, antes, ler os relatos de Elizabeth Gilbert, em sua passagem pela Itália, Índia e Indonésia".
Anne me disse isso, depois que a entrevistei para meu próprio livro de viagens, "Meu Israel" e levei a sério. Comprei "Comer, Rezar e Amar", li, chorei, amei, indiquei para as amigas, emprestei para minha mãe/companheira favorita de leituras. Se eu tiver que escrever só uma coisa sobre ele, será: leia. E se puder escrever duas (acho que tenho direito, já que estou tão dedicada à este blog, postando em plena noite de domingo), acrescentarei que vale prestar atenção no quão atenta e humana Elizabeth é para narrar suas próprias experiências e também para descrever as pessoas que encontra pelo caminho.
Pode parecer óbvio, mas nem sempre acontece: para escrever livros de viagem alguém precisa ser um bom viajante -- ou seja; adaptável à cultura alheia e sensível ao que o outro tem a mostrar --, além de um bom escritor -- capaz de transformar um recorte dessa experiência em texto que emocione e cause empatia em alguém que nunca se deparou pessoalmente com aquela cultura ou com o cidadão daquela cidade que fez com que a viagem se tornasse tão mais rica.
Elizabeth preenche os dois requisitos maravilhosamente. Não foi à toa que o livro conquistou tantos corações e mentes. Não foi à toa que arrastou multidões até a pizzaria favorita dela em Roma e aos diferentes centros de ioga na Índia. Tem muita verdade em cada capítulo. E a verdade conquista.
Livros: "Comer, Rezar e Amar" e "Comprometida",
de Elizabeth Gilbert (editora Objetiva)
"Comprometida" é uma sequência do best-seller incrível de Elizabeth. Ele conta como a autora americana e o brasileiro de quem era namorada resolveram se casar. É o que aconteceu depois do fim do livro e do filme homônimo, que teve Julia Roberts vivendo a escritora e Javier Baden tentando falar português, num momento vergonha alheia (sorte dele não existir a categoria Framboesa de Ouro "pior sotaque").
Elizabeth e seu brasileiro foram obrigados a formalizar a relação só para conseguir um visto permanente para ele nos Estados Unidos. Ambos já tinham sido casados e tinham receito quanto ao "sim", na frente do juiz ou do padre (aquela história do gato escaldado que tem medo de água fria). Então, ela começou a pesquisar a história do matrimônio desde a antiguidade, enquanto se convencia a passar, de novo, por essa experiência.
Antes, entretanto, era preciso convencer o departamento de imigração americano de que eles tinham um relacionamento sério -- não era só uma armação-caça-green-card . Então, o livro é uma mescla interessante de uma pesquisa sobre o casamento na tradição ocidental judaico-cristão e, também, da preparação muito particular dela para virar uma noiva.
Ainda que haja passagens por diferentes países -- e até uma nostálgica visita à casinha que os dois dividiram em Bali e que foi cenário do primeiro livro e do filme --, a face pesquisadora de Elizabeth se sobrepõe à de viajante e, talvez por isso, o livro não tenha conseguido alcançar o mesmo frescor ou carregar tanta verdade em si como "Comer, Rezar e Amar" -- humilde opinião de minha pessoa. Mas, de qualquer jeito, ele vale a pena, porque Elizabeth escreve muito bem. Muito bem. Perdi totalmente o preconceito contra livros "mulherzinha" por causa dela.
Primeiro: eu, registrando o coração feito
com rosas vermelhas, no casamento da Cris.
Depois, a barra do vestido da über-blogueira,
com meu nome escrito (<3 não conhecia essa tradição ...
achei tão lindo a Cris lembrar de mim!).
E, por fim: eu e Katita, de quem fui madrinha =)
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Só um PS: o convite de casamento da Cris foi superdiferente, honrando a tradição dos publicitários de serem criativos em tudo (antes de ser conhecida como blogueira e escritora, ela foi uma publicitária premiada). Dentro de uma caixinha-origami bem linda, estava o cartão com detalhes da cerimônia e um móbile confeccionado pela artista Lita Raeis. Eu não podia perder a oportunidade, já que este post é sobre casórios e o blog sobre livros, de contar que o móbile, agorinha, está adornando minha estante. Fotos para provar:
Este é, oficialmente, o post mais longo deste blog. Mas é que eu gosto demais destas meninas: Kátia, e Cris. E Elizabeth.





