domingo, 20 de maio de 2012

Book do dia: Elizabeth Gilbert

Elas postam o look do dia, por amam as roupas. Eu amo os livros.


Love is all we need 

Duas meninas que eu amo se casaram recentemente, a Katita e a Cris. Kátia Resende com Bruno Martinho. E Cris Guerra com Edmundo Bravo <3 (não uma com a outra ;)

De modos diferentes, eu acompanhei o amor dos dois casais -- a Katita e o Bruno, de perto, e a Cris e o Ed, mais de longe. Porém,  do mesmo jeito, eu me emocionei com a troca de alianças, com a presença dos familiares nas cerimônias, com as juras de que o amor vai ser para sempre. Amém. Amém, mesmo, do fundo do meu coração. 

Fiquei inspirada com os dois casamentos e pensei: vou fazer um book do dia com o livro "Comprometida", da Elizabeth Gilbert, que é sobre a história do casamento no mundo e também sobre a história do casamento da autora. Mas nem curto tanto esse título quanto o primeiro best-seller absoluto dela, "Comer, Rezar e Amar". Então, vou aproveitar para escrever sobre os dois.



No alto: Katita e Bruno, que se casaram numa manhã de sábado,
Depois: Cris e Ed, que optaram pela tardinha de um feriado


Primeiro, o primeiro: "Comer, Rezar e Amar" é o tipo de livro que JAMAIS (em caixa alta, mesmo) leria, por puro preconceito. Mas a indicação foi feita por uma jornalista das antigas, a alemã Anne Ponger, que cobriu Oriente Médio por anos (taí experiência profissional que respeito) e disse que "se eu queria escrever um livro de viagens, não poderia fazer isso sem, antes, ler os relatos de Elizabeth Gilbert, em sua passagem pela Itália, Índia e Indonésia".

Anne me disse isso, depois que a entrevistei para meu próprio livro de viagens, "Meu Israel" e levei a sério. Comprei "Comer, Rezar e Amar", li, chorei, amei, indiquei para as amigas, emprestei para minha mãe/companheira favorita de leituras. Se eu tiver que escrever só uma coisa sobre ele, será: leia. E se puder escrever duas (acho que tenho direito, já que estou tão dedicada à este blog, postando em plena noite de domingo), acrescentarei que vale prestar atenção no quão atenta e humana Elizabeth é para narrar suas próprias experiências e também para descrever as pessoas que encontra pelo caminho.

Pode parecer óbvio, mas nem sempre acontece: para escrever livros de viagem alguém precisa ser um bom viajante -- ou seja; adaptável à cultura alheia e sensível ao que o outro tem a mostrar --, além de um bom escritor -- capaz de transformar um recorte dessa experiência em texto que emocione e cause empatia em alguém que nunca se deparou pessoalmente com aquela cultura ou com o cidadão daquela cidade que fez com que a viagem se tornasse tão mais rica.

Elizabeth preenche os dois requisitos maravilhosamente. Não foi à toa que o livro conquistou tantos corações e mentes. Não foi à toa que arrastou multidões até a pizzaria favorita dela em Roma e aos diferentes centros de ioga na Índia. Tem muita verdade em cada capítulo. E a verdade conquista. 


Livros: "Comer, Rezar e Amar" e "Comprometida",
de Elizabeth Gilbert (editora Objetiva)

"Comprometida" é uma sequência do best-seller incrível de Elizabeth. Ele conta como a autora americana e o brasileiro  de quem era namorada resolveram se casar. É o que aconteceu depois do fim do livro e do filme homônimo, que teve Julia Roberts vivendo a escritora e Javier Baden tentando falar português, num momento vergonha alheia (sorte dele não existir a categoria Framboesa de Ouro "pior sotaque").

Elizabeth e seu brasileiro foram obrigados a formalizar a relação só para conseguir um visto permanente para ele nos Estados Unidos. Ambos já tinham sido casados e tinham receito quanto ao "sim", na frente do juiz ou do padre (aquela história do gato escaldado que tem medo de água fria). Então, ela começou a pesquisar a história do matrimônio desde a antiguidade, enquanto se convencia a passar, de novo, por essa experiência.

Antes, entretanto, era preciso convencer o departamento de imigração americano de que eles tinham um relacionamento sério -- não era só uma armação-caça-green-card . Então, o livro é uma mescla interessante de uma pesquisa sobre o casamento na tradição ocidental judaico-cristão e, também, da preparação muito particular dela para virar uma noiva.

Ainda que haja passagens por diferentes países -- e até uma nostálgica visita à casinha que os dois dividiram em Bali e que foi cenário do primeiro livro e do filme --, a face pesquisadora de Elizabeth se sobrepõe à de viajante e, talvez por isso, o livro não tenha conseguido alcançar o mesmo frescor ou carregar tanta verdade em si como "Comer, Rezar e Amar" -- humilde opinião de minha pessoa. Mas, de qualquer jeito, ele vale a pena, porque Elizabeth escreve muito bem. Muito bem. Perdi totalmente o preconceito contra livros "mulherzinha" por causa dela. 







Primeiro: eu, registrando o coração feito
com rosas vermelhas, no casamento da Cris.
Depois, a barra do vestido da über-blogueira, 
com meu nome escrito (<3 não conhecia essa tradição ... 
achei tão lindo a Cris lembrar de mim!).
E, por fim: eu e Katita, de quem fui madrinha =)


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Só um PS: o convite de casamento da Cris foi superdiferente, honrando a tradição dos publicitários de serem criativos em tudo (antes de ser conhecida como blogueira e escritora, ela foi uma publicitária premiada). Dentro de uma caixinha-origami bem linda, estava o cartão com detalhes da cerimônia e um móbile confeccionado pela artista Lita Raeis. Eu não podia perder a oportunidade, já que este post é sobre casórios e o blog sobre livros, de contar que o móbile, agorinha, está adornando minha estante. Fotos para provar: 


Este é, oficialmente, o post mais longo deste blog. Mas é que eu gosto demais destas meninas: Kátia, e Cris. E Elizabeth.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Book do dia: "O Mundo de Sofia"

Elas postam o look do dia, porque amam as roupas. Eu amo os livros.

Filosofia módulo 1

A primeira edição de "O Mundo de Sofia" saiu em 1991, na Noruega. No Brasil, o livro foi lançado em 1995, ano em que eu comprei uma cópia com meu dinheirinho de adolescente e dediquei a mim mesma -- por alguma razão que não consigo entender, em inglês--, deste jeito "Sabrina, (...) nononononoo, amor, Sabrina" -- favor não me perguntar o que leva alguém a dedicar um presente a si mesmo. Coisa de adolescente. 

Verdade seja dita, resolvi fazer este "book do dia", porque minha amiga e priminha Sofia estava aqui em casa. Achei que as fotos ficariam fofas -- e ninguém há de discordar de mim nisso. 


Livro: "O Mundo de Sofia", de Jostein Gaarder (Companhia das Letras) 


Mas, folheando o livro novamente, depois de tantos e tantos anos, lembrei do quanto ele é bom e divertido. Uma aventura mesmo. Mas não aquela que se passa dentro de uma casa mal-assombrada, num exótico país do Norte da África, ou no alto de uma montanha onde um avião acaba de cair. A aventura que Gaarder escreveu se passa por meio da leitura e do pensamento.

A personagem-titulo, também uma adolescente, nas vésperas de seu aniversário de 15 anos, começa a receber cartas que contêm lições de filosofia: com direito aos grandes nomes dos antigos gregos e dos modernos alemães, além de interpretações dessas lições para a vida prática.

Ela cria uma amizade à distância com o autor das cartas e, assim, a história vai se desenrolando. Lembro que cada fim de capítulo convidava ao próximo. O tipo de capítulo diante do qual a gente sempre cede e diz "só mais este, antes de dormir" -- ou, na época em que li, "só mais este, antes de fazer o exercício de matemática".

Tomei bomba em matemática na oitava série (meus pais ainda estão bravos -- então, não conte isso a eles --, mas  não me importo com esse fracasso estudantil). Troquei o para-casa dessa matéria por livros que ainda me emocionam. Mesmo que não tenham mais tanto a ver com minha vida.

Exemplo de uma frase de "O Mundo de Sofia" que eu curtia,reli por causa deste post e percebi que continua sendo bacana na vida adulta:

"A única coisa de que precisamos para nos tornarmos filósofos
é a capacidade de nos admirarmos com as coisas."

Pronto: basta não perder a capacidade de nos admirarmos, todos os dias -- ninguém há de discordar com o autor quanto a isso.

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Muita gente torceu e torce o nariz para o best-seller de Jostein Gaarder. Por diminuir a filosofia, por simplificá-la demais -- disseram. No fundo, sempre achei que os críticos detratavam a obra pelo fato de ela ter feito sucesso, sido traduzida para 50 línguas, vendido milhões e milhões -- sabe o pecado de fazer sucesso? Não é absurdo isso? (Ei, sucesso, acho você superlegal! Fica aqui bem pertinho de mimmm! =)

terça-feira, 15 de maio de 2012

Li por aí: na loja mercado




Este eu li na loja Mercado. Quase não vale incluir essa loja no "Li por aí", porque no quadro negro (ok, verde) que fica em sua porta, sempre há uma frase linda. Na maior parte das vezes, de algum escritor igualmente lindo.

Caso de Drummond. Nada mau trombar com uma frase dele no meu caminho de todo dia, na Savassi.

Loja Mercado
Rua Paraíba 1385/Rua Pernambuco 767
E tem este blog, bem atualizado: AQUI!